Rua de cidade vira cemitério de animais silvestres atropelados
Inúmeros acidentes envolvendo atropelamento de animais silvestres tem preocupado moradores da região do Bairro Silvia Regina, em Campo Grande. Encontrar carcaças de animais silvestres espalhados pela Rua Catende tem sido rotina e população pede socorro pela fauna.
Nem mesmo a instalação de placas de advertência foi suficiente para conter a sequência de atropelamentos de animais silvestres e, de acordo com os moradores, o poder público ainda não adotou medidas efetivas para reduzir a velocidade dos veículos e preservar a fauna da região.
Os atropelamentos de animais silvestres na Rua Catende continuam preocupando moradores e protetores da causa animal. Somente nos últimos dias, novos casos foram registrados, reforçando o alerta sobre a necessidade urgente de intervenções que realmente reduzam os acidentes.
No último domingo (5), um casal de cotias morreu após ser atropelado. Já na segunda-feira (6), um quati também foi atingido por um veículo e não resistiu. As imagens registradas pelos moradores mostram a frequência com que a fauna silvestre tem sido vítima da alta velocidade dos veículos que trafegam pelo local.
Rua é travessia de animais silvestres
Em abril, a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) instalou placas de sinalização alertando sobre a travessia de animais silvestres e orientando os motoristas a redobrarem a atenção. No entanto, segundo os moradores, a medida não produziu o efeito esperado.
A principal reivindicação da comunidade é a instalação de redutores de velocidade na via. Eles afirmam que muitos condutores ignoram a sinalização e continuam trafegando em velocidade incompatível com a presença constante de animais.
Além das mortes, moradores relatam episódios de desrespeito e intimidação. A protetora dos animais Rosana Lima afirma que, ao tentar chamar a atenção dos motoristas e sensibilizar as autoridades para o problema, passou a ser alvo de ameaças.
“Um desses motoristas de ônibus parou o veículo e começou a me ofender. Quando viu que eu liguei o celular para filmá-lo, ele acelerou e passou o ônibus por cima do quati que já estava morto. Não sei mais o que fazer. Estou morrendo junto com esses bichinhos”, desabafou.
Moradores cobram urgência
Os moradores cobram uma resposta urgente da Prefeitura de Campo Grande e da Agetran. Para eles, a simples instalação de placas já demonstrou ser insuficiente.
A comunidade defende a implantação de lombadas ou outros dispositivos de redução de velocidade antes que novos animais sejam mortos e que a imprudência no trânsito resulte também em vítimas humanas.
A reportagem procurou Prefeitura Municipal e aguarda retorno.
Redação: Dakila Impacto – Mirtes Ramos
Fonte: Portal Primeira Página
Foto: Reprodução



