Holanda é primeiro país europeu a voltar à quarentena após aumento de casos de Covid

Nas próximas três semanas, bares, restaurantes e supermercados terão horário para fechar. Pessoas também serão incentivadas a trabalhar de casa, e não será permitida presença de público em eventos esportivos

O premier holandês, Mark Rutte: governo anuncia nova quarentena Foto: BART MAAT / AFP
O Globo e agências internacionais

Ao anunciar as novas medidas, o primeiro-ministro Mark Rutte, também alertou que os holandeses só poderão receber o máximo de quatro pessoas em suas casas. Além disso, após a quarentena parcial, a entrada em locais públicos deve ficar restrita a pessoas que foram totalmente vacinadas ou que se recuperaram recentemente de uma infecção por coronavírus, de acordo com o conselho.

AO número de novos casos de coronavírus no país aumentaram rapidamente depois que as medidas de distanciamento social foram abandonadas, no fim de setembro, e atingiram um recorde diário de 16.300 na quinta-feira. O novo surto já pressiona hospitais em todo o país: no mês passado, cerca de 55% dos pacientes em hospitais holandeses e 70% daqueles em UTIs eram de não vacinados ou apenas parcialmente vacinados, de acordo com dados fornecidos pelo Instituto de Saúde da Holanda (RIVM).

As novas restrições representam uma mudança drástica na política do governo holandês, que até o mês passado considerava que uma taxa de vacinação relativamente alta significaria a suspensão de mais medidas no fim do ano. Até agora, cerca de 85% da população adulta holandesa foi totalmente vacinada contra Covid-19. A dose reforço, no entanto, só foi oferecida a um pequeno grupo de pessoas com sistema imunológico fraco e serão oferecidas a pessoas com 80 anos ou mais em dezembro.

O país não é o único a considerar novas medidas à medida que as infecções atingem níveis recordes na Europa. Na quinta, a Áustria disse que está a poucos dias de impor lockdown para milhões de não vacinados. O fortalecimento do enfrentamento ao coronavírus nos países europeus demonstra a dificuldade de se conter a rápida propagação da doença, mesmo após a introdução da vacina.

Nesta sexta-feira, o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças alertou que a situação de saúde devido à pandemia continua a se deteriorar na União Europeia (UE) e é “muito preocupante” em dez países, dentre eles a Holanda —  os outros são Bélgica, Polônia, Bulgária, Croácia, República Tcheca, Estônia, Grécia, Hungria e Eslovênia.

Os países em “situação preocupante” são Alemanha, Áustria, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Romênia e Eslováquia.

“A situação epidemiológica na UE é caracterizada por um aumento rápido e significativo dos casos e uma taxa de mortalidade baixa, mas lentamente crescente”, resume o órgão. “Casos, internações e mortalidade devem aumentar nas próximas duas semanas.”

 

 

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